10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos começa segunda no Dr. Além


Pelo segundo ano consecutivo Campos do Jordão está no Circuito Difusão da Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo. A Mostra é uma iniciativa de promoção da Cultura e da Educação em Direitos Humanos que, há exatamente uma década, celebra o aniversário da Declaração Universal proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948.



Para essa sequência de exibições que reúne seis filmes, entre curtas e longas metragens, todos da mais alta importância para a nossa formação como cidadãos, e que acontecerá no período de 30 de maio a 1º de junho, no Espaço Cultural Dr. Além, sempre com entrada franca.



 


Programação


30 de maio às 19h30

ABRAÇO DE MARÉ, de Victor Ciriaco


O dia a dia de quem mora em um centro urbano é sempre atribulado. Porém, bem no meio disso tudo, cinco pessoas vivem na mais pura sintonia entre a natureza e a cidade. Do asfalto ao mangue, o curta-metragem traz para a tela a história de vida de uma família ribeirinha, que mora em uma casa de taipa às margens do rio Potengi. Esse filme nos leva a refletir sobre essa dualidade e sobre o quanto a realidade que nos parece tão distinta nos é, na verdade, tão próxima.
 


FELIX, O HERÓI DA BARRA, de Edson Fogaça


Félix, herói fundador da comunidade de Barra de Aroeira, Santa Tereza (TO), foi um escravo que lutou na Guerra do Paraguai e teria recebido de D. Pedro II uma grande extensão de terras, no norte de Goiás, por sua atuação no conflito. A perda do documento real, após sua morte, gerou um conflito entre seus descendentes e fazendeiros, que já dura mais de 50 anos. A comunidade atual então se auto reconheceu como quilombola para, em uma derradeira ação, garantir o direito à terra onde vivem.
 

 

31 de maio às 19h30
O MURO É O MEIO, de Eudaldo Monção Jr.


O documentário aborda pichações de protesto gravadas nos muros da Universidade Federal de Sergipe. São gritos de revolta pela falta de segurança no campus, estrutura e qualidade de ensino. As pichações são mostradas como formas de indignação, reivindicação e também de comunicação contra a apatia das paredes brancas que abafam os conflitos socioculturais.
 

 

PORQUE TEMOS ESPERANÇA, de Susanna Lira

 
A jornada de uma mulher pernambucana e sua rejeição a tudo aquilo que parece não ter jeito. Vivendo profundos dilemas na vida pessoal e na tentativa de reconstruir outras vidas, ela inicia uma trajetória pelos presídios de Recife, na intenção de que pais reconheçam seus filhos. Experimentando na própria pele a solidão, ela nos mostra que o afeto pode ser redentor e que a falta de esperança é o mal mais intolerável para o ser humano.
 

 

1º de junho às 19h30
DO MEU LADO, de Tarcísio Lara Puiati


As vidas de duas vizinhas, uma umbandista e a outra protestante, começam a se cruzar quando uma infiltração abre um buraco na parede que divide suas casas.
 


500 – OS BEBÊS ROUBADOS PELA DITADURA ARGENTINA, deAlexandre Valenti
 


Entre 1976 e 1983, a Argentina viveu sombrios anos de ditadura militar. Neste período, famílias inteiras foram destruídas por um estado terrorista que ceifou a vida de cerca de 30 mil argentinos. Dentre as práticas mais aterradoras desse regime estava o sequestro sistemático de bebês e crianças, filhos de desaparecidos, que eram apropriados por seus algozes como espólio de guerra. A partir da iniciativa das Avós da Praça de Maio criou-se o Banco dos 500, com amostras de seu próprio sangue, o que possibilitou, até agora, a descoberta de 114 das 500 crianças sequestradas. O filme narra a luta das Avós da Praça de Maio, que teve início na Argentina em 1976 e está relacionada à história do Grupo Clamor sediado no Brasil.

Fonte: Da redação
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